sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sobre nossos relacionamentos

Quando examinamos como nos relacionamos uns com os outros, descobrimos que trilhamos um de dois caminhos: estamos mais interessados no que os outros podem fazer por nós ou estamos mais preocupados com o que podemos fazer por eles. Porém, um bom relacionamento ocorre quando ambos os lados andam coerentemente pelo segundo caminho. Mesmo assim, não devemos viver escravos da expectativa que o outro tem de nós. Relacionamento tão somente nesses termos, torna-nos muitas vezes neuróticos, doentios, opressivos e inseguros. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor (1 João 4:18). Muitos entendem equivocadamente esse texto, acreditando que o medo não faz parte da vida de um cristão. Mas, o que está sendo dito nesse texto é que no verdadeiro amor não há espaço para ter medo de não ser amado. Muitos evitam amar porque são possuídos de um medo enorme da decepção. É justamente isso que o medo produz: tormento. Mas, quando se ama com amor incondicional não haverá medo de não ser igualmente amado. Por isso, o perfeito amor lança fora o medo. O medo de não ser aceito, respondido e da reciprocidade do amor. Pense nisso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Algum dia ouvi um Phd em teologia falando em Águas de Lindóia - SP. Na palestra ele dizia que é bem provável, que em muitas comunidades cristãs (igrejas), por estarem tão bem organizadas e estruturadas ao redor de seus próprios desejos, rituais, normas e regulamentos, que a última coisa buscada e desejada ali seja a real presença de Deus. Na verdade, Deus iria atrapalhar toda a programação e toda a organização interna. Infelizmente, creio que tal afirmativa seja real.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quando o Senhor Jesus andou nesta terra, seus principais opositores vieram das duas principais facções religiosas daquele tempo: Os fariseus e os saduceus. A facção farisaica aumentava as sagradas Escrituras. Eles agregavam à Palavra de Deus um punhado de leis humanas e as passavam para as gerações subsequentes. Este conjunto de costumes consagrados, muitos deles chamados de “tradições dos anciãos”, passaram a ser considerados iguais às Escrituras Sagradas. O erro dos Saduceus estava no outro extremo. Eles subtraíam blocos inteiros das Escrituras — considerando apenas a Lei de Moisés como digna de ser observada. Os saduceus negavam a existência dos espíritos, anjos, alma, vida após a morte e a ressurreição. O efeito imediato foi que quando o Senhor Jesus entrou no drama da história humana, Sua autoridade foi arduamente desafiada. A razão era simples. Ele não se enquadrava nos moldes religiosos de nenhum dos dois campos. Jesus era visto com suspeita tanto pelos fariseus como pelos saduceus. Não demorou muito para que esta suspeita se transformasse em hostilidade. Logo os fariseus e os saduceus começaram a planejar a morte do Filho de Deus! Vivemos um tempo em que a história se repete. A moderna cristandade caiu nos mesmos erros dos fariseus e dos saduceus. Por um lado acrescentam pressupostas verdades, imaginam ações do Espírito Santo, sobrepõem normas e regras nunca defendidas e direcionadas por Jesus, afirmam promessas nunca proferidas por Deus, profetizam triunfalismos, etc. Por outro lado, diminuem o que Cristo fez na cruz, pasteurizam a graça, banalizam o sacrifício e denigrem enormemente a imagem pura e simples do Evangelho. Pense nisso seriamente.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O novo ser começa no olhar

Existe uma lenda urbana que fala sobre o início das vendas de sapato na Índia. Uma grande indústria de calçados, querendo encontrar novos mercados internacionais, logo após o término da 2ª Guerra Mundial, enviou dois dos seus melhores representantes para a Índia. Um para cada parte do país. Sem que se falassem a respeito de suas impressões, os dois enviaram seus relatórios para a sede da companhia. O primeiro, ao final do seu relatório, pedia para que a indústria abandonasse a ideia de vender sapatos na Índia e continuasse a pesquisar outros mercados porque ninguém usava sapatos naquele país. O segundo enviou um relatório animadíssimo dizendo para a fábrica triplicar sua produção, investir num parque industrial maior, contratar mais funcionários e enviar mais vendedores para aquele país imediatamente, porque eles estavam diante da possibilidade de conquistar o maior mercado de sapatos do mundo, a Índia, onde ninguém usava sapatos ainda e eles seriam os primeiros a chegar. Falamos tanto sobre transformação, mudança de vida, ânimo para vencer, mas nem sempre nos damos conta de que a transformação, de verdade, começa na forma como olhamos para dentro e fora de nós mesmos. O novo jeito de olhar cura doenças incuráveis, aquelas que habitam dentro da alma. Mesmo que a doença física, por alguma razão, não deixe de existir, o olhar iluminado transforma a experiência mais dolorosa do mundo num grande aprendizado para a vida, mesmo que o seu fim seja encarar resignadamente a morte ou a perda. Jesus fala sobre a necessidade dos nossos olhos serem bons e brilharem. Ele diz que se os nossos olhos forem trevas ou se olharmos de forma errada para as circunstâncias, todo o nosso ser interior será uma grande escuridão sem fim (Mateus 6). E o que aprendemos com isso? Não se trata de pensamento positivo, de entusiasmo vazio ou negação da realidade. Pelo contrário, este novo olhar descortina a verdade, encara o bicho da existência e dos problemas de frente. Dá nomes aos bois. Ele se descobre sabedor de que todas as coisas cooperam (sempre) para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo um propósito que nem sempre nos é declarado objetivamente, mas que a infinita sabedoria sabe conduzir de forma magistral. Quando nos descobrimos amados, supridos e guardados por quem é maior do que a vida e a morte, a alma ganha fôlego para continuar de pé e crendo muito além das coisas que se veem. O salmo 23, por exemplo, fala a respeito de alguém que anda solitariamente por um lugar chamado "vale da sombra da morte", mas que não tem medo de estar ali porque sente a presença cuidadora de quem é infinitamente mais poderoso do que aquele lugar tenebroso. Vejo muitas comunidades religiosas adoecerem o olhar das pessoas. Paradoxo, não? O lugar onde deveria ser um ambiente de crescimento espiritual, alegria, liberdade e amadurecimento acaba se tornando a antítese dele mesmo. É gente que deveria aprender a amar ao invés de odiar, perdoar ao invés de condenar, mandar para o céu ao invés de tentar mandar todo mundo para o inferno. Mas vivem o eterno peso do medo, da angústia de ser atropelado pela vida se andarem fora daquele ambiente. E vão se tornando cada vez mais cegos, com o olhar adoecido. Tais pessoas creem na religião, no pastor, no padre, no sacerdote, na campanha, na oferenda, no guia, na cartomante, nas runas, nas cabalas, nos horóscopos como se estivessem crendo em Deus, mas de fato, sem saberem, não estão crendo Nele. Chamam estas coisas de "deus", mas centralizaram sua fé enganosamente nas suas próprias forças e, assim, se afastam de Deus. A arrogância, a presunção e a autossuficiência pertencem ao grupo daqueles sentimentos que escurecem o olhar e embrutecem os sentimentos. Mas não precisa ser assim. A verdadeira fé diz respeito a crer para o alto, para a Vida além desta vida, para a liberdade de crer se sabendo amado imerecidamente. Sem precisar se valer de mapas, de guias humanos ou "atravessadores da fé". A verdadeira fé é mediada pelo novo olhar provocado pela mente de Cristo que vai sendo formada em nós a cada dia, como um sol que vai nascendo e iluminando o nosso interior. A verdadeira fé nos abre o ousado caminho de chamar Deus de amigo, de paizinho. De olhar para Ele não como quem olha para um patrão ameaçador e sempre mal humorado, mas olhar para Deus como quem caminha ao nosso lado e nos dá a mão quando o caminho é escuro demais. É uma atitude primariamente espiritual e não somente intelectual. O Deus que vê com amor e graça e nos ensina a olhar assim também te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente! (do site http://www.ovelhamagra.blogspot.com.br/)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cuide de sua mente

Sobre tudo que se deve guardar guarde seu coração. Pensei nisso hoje cedo. E, quando pensei nesse texto, penso no cuidado que temos que ter com aquilo que está alimentando nossa mente. A mente é um mundo misterioso. Muitas vezes alimenta-se de pensamentos que podem conduzir à morte e às maiores insanidades e injustiças. Um dia, um homem chamado Jonas estava cheio de pensamentos que não eram razoáveis. Mas ele achou que estava certo. Deus lhe faz uma pergunta: "É razoável a tua ira?" Em outras palavras, Deus estava tentando argumentar com Jonas que suas "razões possivelmente corretas" eram um equivoco. Mas, Jonas achava que não. Para ele, sua ira e desapontamento eram justos e razoáveis. Deus afirmou que não. O que penso é que preciso cuidar, diariamente, dos infiltramentos de pensamentos não razoáveis que podem tomar conta de minha mente a ponto de considerar o mundo como um inimigo ou no mínimo falho. Quando isso acontece podemos responder como Jonas: "É razoável a minha ira até à morte". Olhe a que ponto Jonas chegou, afirmando que sua ira era justificável até à morte. Mas, na verdade não era. E Deus buscou restabelecer sua serenidade mental. Por isso, digo, cuide de sua mente. Da minha só eu posso cuidar.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ceia abençoada

No último domingo tivemos nossa celebração da Ceia de Jesus Cristo. Foi um tempo preciosíssimo. Com graça, leveza, adoração e simplicidade. O principal é nossa convicção que na ceia celebramos a encarnação, morte e ressurreição de Cristo a nosso favor. Na encarnação, Cristo se identificou com nossa humanidade. Se tornou gente a nosso favor. Na morte, Cristo trouxe redenção para nossa humanidade. Na cruz fomos justificados. Nela tudo foi pago. Por isso, Jesus na cruz afirmou: Está consumado. Em outras palavras: está tudo quites com Deus. Tudo foi acertado. Nada mais consta contra nós. Não há mais condenação. Na ressurreição, Cristo trouxe esperança para nossa humanidade. Por isso lemos: Cristo, a esperança da Glória. É muito bom viver com tais convicções e num ambiente de profunda riqueza espiritual e existencial.

Viva o hoje

Hoje cedo estava pensando no que Jesus falou: Viva cada dia seus próprios cuidados ou males. Não temos amanhã e o ontem já ficou. Temos apenas o hoje para viver. Ainda estou aprendendo a viver o dia de hoje sem angustiosamente ficar preso ao que virá no amanhã. Do amanhã a única certeza que tenho é que Cristo já está lá. Então, vou viver o hoje e no hoje aprender a riqueza de ser cuidado pelo Criador. Amanhã será outro dia.